Quem errou de verdade? A história do QRCODE NA MESA

Um pastel que sempre chegava com milho e um almoço cheio de cebola. Foi assim que o pedido errado virou ideia, e a ideia virou o QRCODE NA MESA.

Time QRCODE NA MESA6 min de leitura
Comanda de papel com pedido de pastel e a anotação sem milho, ao lado de um cartão com QRCode para pedir pela mesa

Eu pedia pastel todo fim de semana, sempre no mesmo lugar, perto da minha casa. Sempre por telefone. Sempre o mesmo pedido: dois pastéis, cada um com o seu código, que eu já sabia de cor. E uma regra só: o pastel de um dos códigos era sem milho.

Adivinha o que chegava na minha casa, quase toda vez? Exatamente: com milho.

O pastel que sempre chegava com milho

Eu ligava, me aborrecia, e às vezes trocavam. Às vezes não. O atendente anotava o meu pedido num pedaço de papel e passava para a cozinha. Mesmo assim, errava. E eu ficava me perguntando: quem errou de verdade?

Porque, quando eu reclamava, a resposta vinha sempre de um dos dois lados:

A recepção dizia que tinha anotado certo.

A cozinha dizia que tinha feito do jeito que veio anotado.

Os dois podiam estar falando a verdade. E eu, o cliente, ficava com o pastel errado e sem ninguém para responder por ele.

O almoço executivo e a cebola

A chave virou de verdade num almoço no shopping, durante uma reunião com um cliente. Pedi um almoço executivo e disse à atendente, duas vezes: não coloca verdura no meu pedido, eu não gosto de cebola.

Adivinha o que chegou? Um monte de cebola em cima do meu prato.

Fui reclamar. A atendente pediu desculpas e disse que ia fazer outro. Eu respondi que não precisava: eu mesmo tirava a cebola do prato e colocava de lado. A raiva, essa, ficou.

O problema não era uma pessoa. Era o caminho.

Foi aí que eu percebi o que faltava: comunicação entre o cliente, a recepção e a cozinha. O pedido passa de boca em boca, ou de papel em papel, e em cada passada alguma coisa se perde. Quando o erro aparece, ninguém quer assumir. Teve quem chegasse a dizer, na cara do cliente: foi o senhor que pediu assim.

Olhando de perto, o pedido se perde em três pontos:

  • Quem anota interpreta o que ouviu, e a interpretação nem sempre bate com o que o cliente quis dizer.

  • O papel, ou a voz, passa de mão em mão até chegar à cozinha.

  • Ninguém tem um registro único do que o cliente pediu. Quando dá errado, cada um defende o seu lado.

A ideia: um pedido só, que todo mundo vê

Um dia eu parei e pensei: e se eu criar um sistema que faça a comunicação entre o cliente, a recepção e a cozinha de forma automática? E, já que o pedido passa por ali, que também cuide do estoque e do custo dos pratos, tudo ligado.

Isso podia ajudar muita gente do setor de alimentação: restaurantes, hamburguerias, pizzarias, delivery. E tinha um bônus que eu enxergava de cara: o garçom não precisaria mais anotar o pedido no papel e ir até a recepção e até a cozinha confirmar, antes de atender o próximo cliente. E o cliente que não quisesse chamar o garçom podia ir adiantando o pedido sozinho, pelo QRCode na mesa.

Antes: o cliente fala o pedido, alguém anota no papel e passam para a cozinha. Depois: o cliente escolhe no celular, a cozinha vê na tela o que foi escolhido e o garçom leva o prato pronto.

O que o QRCODE NA MESA faz hoje

Essa ideia virou o QRCODE NA MESA. Estas são as partes que já funcionam, sem enfeite:

  • O cliente pede pelo celular, sem instalar nada. O QRCode na mesa abre o cardápio direto no navegador. O cliente monta o pedido e acompanha o andamento.

  • O que o cliente tira do prato, ou escreve, chega à cozinha como foi escolhido. O restaurante cadastra o que pode ser retirado (a cebola, o milho) e o cliente marca. Se preferir, escreve uma observação no item. Na tela da cozinha, tudo aparece junto do item, e a observação em destaque. Se o restaurante informou que o prato contém glúten, lactose ou outro alérgeno, isso aparece para o cliente e para a cozinha.

  • A cozinha vê o pedido novo em poucos segundos, com aviso sonoro. A tela atualiza sozinha, sem ninguém ligar nem gritar.

  • O garçom lança o pedido pelo celular, direto para a cozinha. Sem passar pela recepção. Ele já pode atender a mesa do lado e recebe um aviso quando o prato fica pronto.

  • Cada pedido guarda o seu histórico. Recebido, em preparo, pronto, entregue, com a hora de cada etapa. A recepção também acompanha as mesas, os pedidos de cada uma e os chamados que o cliente fez.

  • O estoque dá baixa sozinho. A cada pedido, os ingredientes saem do estoque, começando pelo lote que vence primeiro. Para isso, o restaurante cadastra a ficha técnica de cada prato. Existe também um alerta de validade na tela de estoque.

  • O custo de cada prato fica calculado. Com a ficha técnica e o custo dos ingredientes, o sistema calcula o custo de cada prato (o CMV, custo da mercadoria vendida) e compara com o preço de venda.

  • Pedido por link, para retirada ou entrega. O restaurante liga um link de pedido. O cliente escolhe retirar no balcão ou receber em casa, com entregador do próprio estabelecimento, e o pedido chega à recepção. O pagamento é direto com o restaurante: dinheiro, cartão na maquininha ou PIX. O dinheiro do pedido não passa por aplicativo de terceiros, então o estabelecimento não depende das taxas e comissões que esses aplicativos costumam cobrar sobre cada venda. O próprio QRCODE NA MESA também não cobra comissão sobre os pedidos.

É assim que, na tela da cozinha, o meu pastel e o meu almoço executivo chegariam (ilustração baseada na tela real):

Tela da cozinha: dois pastéis de carne, sem milho e com aviso de glúten, e um almoço executivo com a observação do cliente em amarelo: sem cebola e sem verdura, por favor.

Então, quem errou de verdade?

Com um registro só, a pergunta perde o sentido. O que o cliente escolheu aparece na cozinha do jeito que foi escolhido. Se o erro acontecer na cozinha, ou no caminho até a mesa, ele aparece sem discussão sobre o que foi pedido. O sistema não aponta culpado: o histórico registra as etapas e a hora de cada uma, não a pessoa. Mas ele tira de cena o argumento mais repetido de todos, o de que o cliente pediu assim.

E o meu pastel por telefone? Em vez de ditar o pedido para alguém anotar, eu mesmo escolheria, pelo link, o pastel sem milho. Sem papel, sem código decorado e sem torcer para ninguém errar.

Um sistema novo, e o melhor jeito de conferir

O QRCODE NA MESA é novo. Foi construído do zero para resolver exatamente o que eu vivi como cliente, e a melhor forma de saber se ele resolve a dor do seu restaurante é testar no seu próprio salão. Por isso o teste é grátis, sem cartão de crédito.

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